segunda-feira, 6 de junho de 2011

Slayer no Brasil - Tour 2011

O Deuses do Thrash já tocaram no Chile e tocam aqui em Curitiba (dia 08) e em SP (dia 09). O pior:  eu não poderei ir! SSSSSLLLLLAAAAYYYYYEEEERRRRRR



sábado, 7 de maio de 2011

Top 100 - As 100 Melhores Músicas do Metal - Parte 2


Depois de um tempinho, volto com a parte 2 deste Top 100, com as músicas que considero clássicos imperdíveis para qualquer amante de Metal

 11)  “Thriumph of Death” – Hellhammer / Album: “Apocalyptic Rayds” – Tom Warrior simplesmente conseguiu juntar nesta faixa um dos vocais mais desesperados que já vi/ouvi até hoje com um instrumental macabro e pesado que chega a dar medo. O riff inicial (leia-se “distorção”) e os gritos de horror dados por Warrior dão a impressão que ele estava no fundo de algum poço, passando por um tormento pesado, e que piora com a entrada dos demais instrumentos fazendo uma marcação quase tribal. Na sequência, o ritmo hipnótico, copiado por 10 entre 10 bandas de Black Metal, mosta a influência que o Hellhammer e no futuro o Celtic Frost teriam na música pesada.

12)  “Human Inseticide” - Annihilator/ Album: “Alice In Hell” – Thrash na sua mais pura essência: uma faixa rápida, com riffs avassaladores (Jeff Waters!), paradinha no meio e mais velocidade no final. Não é à toa que o Annihilator foi a banda nº 1 na gravadora Rodrunner por um bom tempo (até o Sepultura chegar e estragar tudo). Minha prefrida neste álbum, junto com “Alison Hell”, outro clássico.

13)  “Griffons Guard the Gold” - Picture / Album “Eternal Dark” – Simplesmente canto esse refrão sempre que ouço essa música, é mais forte do que eu! O heavy/Rock praticado pelo Holandês Picture neste álbum é maravilhoso, mas esta música é insuperável, com um andamento sensacional e um refrão que dá vontade de berrar a cada vez que é executado. Lindo demais!!!

14)  “Chapel of Ghouls” - Morbid Angel/ Album “Altars of Madness” – Quem gosta de Death Metal naturalmente conhece o Morbid Angel , um dos maiores nomes do estilo. Caso você não conheça, “Altars of Madness” é um clássico de ponta a ponta e “Chapel of Ghouls” é uma das músicas que o melhor representa, pois agrega a velocidade absurda da banda com variações espetaculares, cortesia do batera Pete Sandova, o pai dos “Blastbeats”. Um detalhe interessante é que esta faixa contém linhas de teclado, coisa pouco comum na época, mas que deu um toque sensacional a música.

15)  “God of Thunder” - Kiss / Album “Destroyer” – Na minha opinião, o Kiss tem vários clássicos, mas algumas músicas tem alguns diferenciais frente ao Rock padrão em que consiste a música do grupo: “God of Thunder” é simplesmente um embrião do Death n Roll que ficaria famoso com bandas como Entombed e Dismember. O andamento cadenciado e os vocais graves de Gene dão um peso sensacional a música, culminando num refrão contagiante. Dúvidas? Ouça o cover do Death para esta faixa e me diga se ela não foi feita a frente do seu tempo.
   
16)  “Hell´s Gates” - Omen / Album “Warning of Danger” – Lindo demais, apenas isso. Calma, não se trata de uma balada melosa: ocorre que o Omen deu a sorte de conseguir um vocalista com uma das vozes mais belas que já ouvi até hoje. J.D. Kimball é o nome do sujeito (infelizmente, falecido recentemente)  e ele simplesmente é destruidor nesse e em outros 2 albuns da banda (“Battle Cry” e “The Curse”). Voltando a faixa em questão, trata-se de um tema com muita melodia onde os vocais de Kimball dão um show. Obviamente, a banda também é excelente e o Speed metal com toques de metal Tradicional fez do Omen uma banda sensacional, mas que não recebeu todo o reconhecimento que merecia.

17)  “Thrashers” – Death Angel / Album “The Ultra Violence” – A banda da Bay Area, formada por cinco primos conseguiu a proeza de fazer uma música com esse nome e que realmente faz jus a ele, sendo um exemplo maravilhoso do que um “Thrasher” pode fazer. O riff inicial é inesquecível, a música é rápida e açoitante, o refrão é típico do estilo (com todos cantando) e as mudanças de ritmo ao longo do tempo são destruidoras, sejam elas diminuindo ou aumentando a velocidade. Uma porrada na orelha sem tamanho!

18)  “Perfect Strangers” – Deep Purple / Album “Perfect Strangers” – O Deep Purple é uma banda histórica e vital na música pesada, mas não serei hipócrita em citar aqui material de uma época que não vivi. Por isso, cito uma música mais “recente” da banda (1984) e que fez parte realmente da minha história no Rock. "Perfect Strangers” é espetacular, guiada pelo teclado de John Lord e com Ian Gillan dando show nos vocais. Uma curiosidade é que o Dimmu Borgir no seu álbum mais recente fez um cover para esta música, que mesmo adaptada ao Black Metal da banda, ficou legal...

19)  “Innocence” – Silent Cry / Album “Remembrance” – Esta banda mineira conseguiu o feito, na minha humilde opinião, de fazer a música mais bonita de Doom/Gothic Metal que já ouvi na vida! Seguindo a fórmula básica de vocais femininos / vocal masculino gutural, banda conduz uma faixa que alterna a beleza de linhas de piano/teclado com as guitarras, mesclando melodia e peso de maneira ímpar. 
  
20)   “Immortal Cessation” - Incantation / Album “Onward to Golgotha” – Esta música contem a parte rápida mais foda já feita por uma banda de Death Metal. O riff é espetacular, executado na velocidade da luz! Pena que essa parte é tocada apenas 2 vezes, após cada refrão (?) , mas é devastadora, maravilhosa e fuderosa. Só isso já vale a música, apesar do restante também ser muito bom.

Por enquanto, é isso. Em breve posto a parte 3!  

Aniversário Comemorativo - "Human" Death

Por incrível que pareça, já se vão 20 anos do lançamento o maravilhoso "Human" do Death. Com a chegada da data, uma edição comemorativa está a caminho em 21 de Junho (obviamente lá fora) em vinyl e CD, com 2 e 3 discos, contendo além do album remasterizado,  material bônus com as demos do álbum e notas do produtor Jim Morris e do guitarrista Paul Masvidal que participaram do álbum.
Quarto álbum da banda, “Human” só consolidou aquilo que todos perceberam desde as demos da banda: criatividade, peso e técnica aliados à criatividade do seu líder Chuck Schuldiner em elevar o outrora rústico Death Metal do grupo a um novo patamar, sem se perder ou mudar de estilo. Absurdamente mais técnico que seu antecessor “Spiritual Healing”, Human contava com um time invejável, composto por Schuldiner nos vocais e guitarra, o fantástico baterista Sean Reinert, que simplesmente dá um show o longo de todo o disco (atenção aos bumbos, incríveis!), pelo guitarrista Paul Masvidal (ambos do Cynic, que voltou a ativa recentemente) e do baixista Steve DiGiorgio (outro monstro no instrumento). Com essa formação, a banda lançou mão de oito faixas (uma instrumental) num disco que é inspiração e talento na forma de música. É impossível apontar qualquer destaque, o que faz de “Human” um álbum para ser ouvido de ponta a ponta.
  
De quebra, foram liberados na Internet 3 vídeos inéditos, de Maio de 1991, mostrando as sessões de mixagem do álbum. Para quem curte esse disco desde o seu lançamento (como eu), é muito legal ver fase final do processo de gestação deste que é mais um dos maravilhosos lançamentos dentro da carreira do Death, fruto da mente do gênio Chuck Schuldiner. Se você ainda não ouviu ou não conhece a banda (heresia!), não sabe o que esta perdendo!







sábado, 22 de janeiro de 2011

Slayer na Hammer

Simplesmente fuderosas essas fotos promocionais do calendário da revista americana Hammer. Achei tão legal que resolvi postar, pois são literalmente a "cara" do Slayer...




Metal Com Humor (?!)

O verdadeiro TRUE é aquele que curte Metal, tem o Metal como estilo de vida, mas não deixa de viver a vida por conta disso... Essa é para aqueles não NÃO conseguem fazer isso!







domingo, 16 de janeiro de 2011

Resenha DVD: "The Big 4" (Metallica, Slayer, Megadeth & Anthrax)



Não há menor dúvida que este DVD registrou um show de uma turnê histórica para o Metal, o encontro dos 4 grandes nomes do Thrash Metal da década de 80: Slayer, Megadeth, Metallica e Anthrax. Ainda que, pessoalmente, eu ache que uma 5ª banda deveria ter sido incluída – o fantástico Exodus – é óbvio que o impensável se realizou, uma vez que Megadeth e Metallica se reaproximaram (leia-se Dave Mustaine, James Hetfield e Lars Ulrich). Isso sem contar o Slayer também, que ao longo dos anos sempre foi alvo de comentários sobre diferenças e animosidades com as duas bandas citadas, principalmente Megadeth, onde Kerry King chegou a tocar por um breve período de tempo no passado. Como veremos mais a frente, os shows foram fantásticos, mas ao assistir os extras, onde um documentário mostra os bastidores do evento, fica claro que o Heavy Metal, além de um estilo apaixonante para milhões pelo mundo, também é um grande negócio...

O DVD abre com o Anthrax, que pela segunda vez tem Joey Belladonna retornando aos vocais, logo depois da saída conturbada do vocalista anterior Dan Nelson, num episódio confuso e sem muitas explicações até hoje. Vale lembrar que Belladonna já havia retornado ao Anthrax  em 2005 - juntamente com o guitarrista Dan Spitz, reunindo a formação clássica da banda - mas novos desentendimentos aconteceram e ambos partiram novamente. Desta vez, Spitz não voltou (trazendo de volta Rob Caggiano, na banda desde 2001). Com isso, fica clara a sensação de como esta reunião é oportunista, uma vez que é aparente que tanto a banda, quanto Belladonna, não conseguem a mesma exposição junto a mídia e fãs se não estiverem juntos. Outra coisa que reforça isso, vendo o documentário, é a clara falta de empolgação de Belladonna (apesar de ao vivo sair-se muito bem), principalmente no ensaio de “Am I Evil”, junto com os demais músicos, onde sua apatia é visível. Em termos musicais, a banda merece realmente estar neste encontro histórico, uma vez que sua carreira é fantástica. Destaques individuais para Charlie Benante (um dos grandes bateristas do Thrash mundial) e Frank Bello (que é o Bruce Dickinson do baixo, sem parar de agitar um minuto sequer). Em uma hora de show, os grandes clássicos são tocados com a competência de sempre: “Caught in a Mosh”, “Madhouse”, “Metal Thrashing Mad”, “I Am The Law”, além das surpreendentes “Only” (da fase John Bush) e a homenagem a Ronnie James Dio no meio de “Indians” com “Heaven and Hell”. No fim das contas, 1 hora é muito pouco e faz com que a banda deixe vários hinos de fora.

Na sequência vem o espetacular Megadeth, que na minha modesta opinião, podia estar no lugar como headliner em vez do Metallica. Sei que isso choca muita gente, parece heresia, mas não é de hoje que, se feita uma análise correta, podemos ver que o Megadeth teve (e tem) uma carreira muito mais estável que o Metallica. Tirando o fraco “Risk”, os lançamentos da banda sempre foram consistentes. Claro que a banda não teve os 3 primeiros clássicos que o Metallica teve - mas é só isso que o Metallica tem – e esta regularidade sempre me cativou. Entretanto, o Megadeth também tem seus clássicos (na minha opinião: “Peace Sells... But Who´s Buying”, “Rust in Peace”e “Countdown to Extinction”), além de ter tem um show acima da media e que mexe com o público. Preferências à parte, Mustaine e sua trupe simplesmente detonam, mesmo tocando debaixo do maior temporal.  Atualmente o Megadeth conta com uma formação muito estável e talentosa: Chris Broderick rivaliza em talento Marty Friedman, sendo um guitarrista espetacular; Dave Ellfson dispensa comentários, sendo a alma da banda junto com Mustaine. Apenas Shawn Drover me parece um baterista competente, mas certinho demais, bem distante da fúria e técnica do grande Nick Menza, que saiu da banda em 1998. Em termos de set list, o mesmo problema do Anthrax afligiu o Megadeth: apenas 1 hora para tantos clássicos é um desafio, mas a banda não fez feio: “Holy Wars...”, “Hangar 18” (que levanta o público), “Trust” e a pouco executada, mas espetacular, “Hook in Mouth”. Além das antigas, a banda ainda executou “Headchrusher”, faixa do excelente último álbum “Endgame”. Mesmo com todas aquelas presepadas com o Metallica, Mustaine ainda é o cara.

Slayer, Man! Fuck Yeah! Fica difícil escolher palavras para definir o show do Slayer, principalmente sendo a única das quatro bandas deste DVD que manteve-se absolutamente fiel a sua proposta, não fazendo concessões no seu som. Mesmo com dois álbuns experimentais (“Diabolus In Musica” e “God Hates Us All”), a banda não tirou o pé do acelerador e nem abriu mão de sua fúria tradicional. Além disso, a banda não tem muitas firulas ao vivo (nem back drop os caras usaram nesta apresentação) e vai direto ao ponto: Thrash Metal! Nem o fato de Tom Araya não poder mais agitar por conta da recente operação nas costas - e uma conseqüente proibição médica para o resto da vida – tira o brilho do show. Novamente 60 míseros minutos limitam estes Deuses, mas a magia está lá: “Angel of Death”, “Chemical Warfare”, “Mandatory Suicide”, além dos novos clássicos “Disciple”, “Jihad”  e “World Painted Blood”. É importante frisar que o Slayer é o único dos quatro que conseguiu gerar clássicos nos últimos álbuns (eu disse clássicos, não apenas boas músicas).  Tecnicamente, a formação clássica é imbatível: Lombardo continua sendo uma referência para bateristas do estilo, Hanneman e King são um exemplo de dupla de guitarristas perfeita dentro do Thrash e Araya, mesmo mais contido, permanece um excelente frontman, dominando a platéia com seus olhares sérios e sorrisos sinistros. Em suma: o Slayer está num outro patamar, e o publico sabe disso. Nota 10!

Chegando ao show principal, temos o Metallica, que encara uma situação um tanto quanto peculiar: depois de 3 albuns referenciais para o Thrash Metal, começou a mudar o seu som até chegar no multiplatinado “Metallica” - onde fez fama e fortuna - e daí começou uma descendente que passou pelos famigerados “Load” e “Reload”, culminando no trágico e patético “St Anger”.  Depois de idas e vindas ao Terapeuta, a banda ressurgiu com o bom “Death Magnetic”.  Entretanto, é óbvio que a banda tem uma legião de fãs por conta de seu passado glorioso e já não tem um show tão poderoso como antigamente, por várias razões.  Primeiro, a pegada não é mais a mesma, com várias canções antigas sendo tocadas sem a mesma gana do passado, com execuções que passam longe do que víamos nos anos 80. Segundo, a banda hoje perde em técnica, uma vez que Lars Ulrich (sim, eu não ia deixar de falar dele!), hoje em dia, é apenas um baterista mediano e bem ensaiadinho, não passando disso. Ao contrário de seus colegas Dave Lombardo (Slayer) e Charlie Bennante (Anthrax), Ulrich se contenta com o feijão com arroz que a banda pede e só. Diante desse quadro, o Metallica até arrisca 3 faixas novas entre as 18 que executa, mas são os clássicos que predominam e seguram a onda. Comprovando o que eu disse, apenas uma faixa de “Reload” é tocada, mas absolutamente nada do “St Anger”. Se olharmos direito, a banda não tem nada consistente no período destes álbuns - de 1996  a 2008 - para apresentar, ao passo que as demais (a exceção do Anthrax, que estava em crise com a formação) continuaram na ativa, mandando muito bem. O show é competente, mas não encanta como os demais.

Com relação ao documentário nos extras, este serve não somente para se ver o back stage  do show, mas para comprovar como nem tudo são flores nesta reunião histórica.  Mais do que amizade, nota-se que a grana falou mais alto ao juntar alguns desafetos. Para comprovar isso, basta checar o bate papo entre Mustaine e Ulrich sobre filhos: chega a ser constrangedor de tão forçado, como se ambos fossem grandes amigos. Quem viu o documentário “Some Kind of a Monster” do Metallica, sabe do que estou falando. Não se vê tambem muita empolgação quando Hetfield vai ao camarim do Slayer ao para falar sobe a Jam em “Am I Evil”. Esta Jam, aliás, não contou com todos os músicos, uma vez que do Slayer, apenas com Dave Lombardo (Jeff Hanneman e Tom Araya só sobem ao placo na hora da foto), o que deixa claro que a empolgação do encontro não era geral... Para finalizar, deixo uma questão: por que não fazer a Jam com 4 kits de bateria, e não apenas o do Sr Ulrich, com os outros três restritos a uma simples caixa? Os caras tinham de enrolar sem ter onde tocar! Medo da concorrência? Vai saber...

Saldo final: compre, porque vale muito a pena. Som e imagens excelentes, bandas idem (guardadas as devidas proporções, óbvio), com 4 shows que mostram parte da história do Thrash Metal como o conhecemos hoje.

sábado, 12 de junho de 2010

Vídeo: Korzus "Truth"

Vídeo novo do Korzus, oriundo do também novo album "Discipline of Hate". Falar sobre o Korzus é um pouco complicado, pois esta sempre foi uma banda muito talentosa, mas que não teve o reconhecimento que merecia. Pior: era a banda que, após o Sepultura ter aberto as portas do exterior, deveria ter feito sucesso lá fora (e acabou que isso aconteceu com o Angra, e não com eles). Se isso não bastasse, o pionerismo deles em som pesado, lá no início dos anos 80 na coletânea SP Metal II, somado aos mais de 20 anos de carreira, já seriam o suficientes para um lugar ao Sol. Não que a banda não tenha reconhecimento, mas a sucessão de problemas que atingiram a carreira dos caras (inúmeras trocas de formações, suicídio de um baterista, etc.) foi suficiente para brecar uma ascenção que com certeza teria início no magnífico "Mass Illusion", um dos melhores albuns de Thrash Metal já lançados no Brasil. Talvez se os problemas não tivessem sidos tantos, a banda pudesse ter tido uma evolução natural não só na música, mas na carreira também. E falando em evolução, este clip mostra o quanto o trabalho da banda está pesado e coeso, com uma música muito bem no estilo da banda - ainda mostrando a tradicional influência do Slayer nos riffs de guitarra - e um vídeo muito profissional, o que demonstra que ainda não é tarde para a banda extrapolar os limites do Brasil e mostrar para o mundo que o Brasil não é somente Sepultura, Angra e Krisiun.



De quebra, coloco também o vídeo de "Agony", hino máximo do "Mass Illusion":

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Vídeo: Amon Amarth "The Pursuit of Vikings"

Não tem como não chamar o Amon Amarth de "os reis do batimento de cabeça sincronizado"! Se houvesse uma modalidade esportiva desse gênero os cara seriam medalha de ouro! Gozações a parte, o som destes suecos é muito foda e esta música em especial, na minha opinião, é a melhor deles: riff matador (simplesmente gruda na mente e você não esquece!)e vocais agressivos num clip muito simples, porem eficiente. Esta música faz parte do último album deles, "Twilight of the Thunder God", onde o seu Death Metal misturado com mitologia Viking continua intacto!

Top 100 - As 100 Melhores Músicas do Metal - Parte 1


É muito comum ver por aí diversos tipos de “top lists” de alguma coisa: discos, músicos, bandas, personalidades, fortunas, onde se elegem os melhores em algumas dessas categorias. Como o assunto aqui é música e não é comum de se ver rankings exclusivamente deste assunto, vou corrigir esta injustiça: vou colocar aqui, em partes, um “top 100” das melhores músicas já feitas dentre o universo Rock/Metal, navegando por todos os subgêneros. Chego a ter a audácia de dizer que as músicas listadas a seguir são obrigatórias de serem conhecidas por qualquer um que curta o gênero pesado (obviamente dentro da perspectiva de que todo o blogueiro sabe de tudo e que sua opinião vale de alguma coisa, mas garanto que vocês não irão se arrepender de conferir cada uma, ainda mais aquelas que eventualmente não conheçam).

Detalhes importantes:

Não vou colocar as músicas na ordem de relevância, pois isso é simplesmente impossível para mim, uma vez que todas são espetaculares e têm seu significado dentro do seu estilo. Deste modo, da primeira até a centésima, todas me emocionam igualmente, enquanto fã de música pesada;

Algumas bandas poderão aparecer mais de uma vez, face sua relevância. Entretanto, vocês também verão músicas mais “obscuras”, fugindo dos tradicionais medalhões conhecidos. Muitas bandas têm músicas excelentes que os próprios músicos ignoram e até esquecem ao longo da carreira;

Não me importarei com sub-estilos: Hard Rock, Heavy Metal, Thrash, Black, Death, Doom e tudo mais caminham lado a lado, sendo importantes cada um à sua moda.
Bom, vamos a parte 1, com dez faixas inesquecíveis:

1)“Plunging to Megadeath” - Hallow´s Eve / Album: “Tales of Terror” – Esta música pode facilmente dizer o que o Thrash Metal é: velocidade, bases maravilhosas, um vocal furioso, um refrão fantástico, isso sem falar na tradicional “paradinha” no meio da música, igualmente espetacular. O engraçado é que nenhuma música no álbum “Tales of Terror” se assemelha a ela (ainda que seja um bom disco). Os caras acertaram a mão em cheio, e só ela já vale o disco. Para ouvir no volume máximo, umas dez vezes por dia!!!!!!

2)“Hell Awaits” - Slayer / Album: “Hell Awaits” – A primeira vez em que ouvi Slayer na vida, com o álbum “Show no Mercy”, simplesmente pirei. Era algo novo, pesado veloz e inovador. Mas no álbum seguinte - este da música em questão – não tive dúvidas: o Slayer era a banda da minha vida. “Hell Awaits” simplesmente tem a introdução instrumental mais foda já feita no universo do Thrash Metal, e continua imbatível 25 anos depois(!). Ao vivo então, a coisa é mais espetacular ainda, isso sem mencionar a violência do restante da música, toda numa velocidade estonteante, com destaque para os vocais velocíssimos de Tom Araya.

3)“Davidian” - Machine Head / Album “Burn My Eyes” – Coloquei essa música propositalmente logo depois do Slayer pois, se “Hell Awaits” tem a melhor intro, “Davidian” tem o melhor desfecho, ou seja, o melhor encerramento de música já feito no Thrash. Depois de uma canção toda maravilhosa, com um refrão raivoso (“Let free the wings with a shotgun blast”), o fim vem como um peso avassalador, pra bater cabeça mesmo. Uma dica: experimente ouvir o fim dessa música com o som no talo. A casa vai tremer!

4)“Black Mass” - Exorcist / Album “Nightmare Theatre” – Assustador. Essa é a palavra que define o som do Exorcist, assim como o clássico “Black Mass”, que abre o disco. Para quem não conhece, o Exorcist era uma “fake band”, formada por músicos do (melódico) Virgin Steele, impedidos de lançar um novo álbum na época por problemas judiciais (disputa pelo nome da banda com um ex-membro). Esta faixa reflete maravilhosamente a proposta da banda (fúria? revolta? inconformismo?) neste que foi seu único disco: vinhetas assustadoras e um Thrash vigoroso com vocais aterradores. Atenção ao final espetacular da música: só não o faça num quarto escuro...

5)“Power Thrashing Death” - Whiplash / Album “Ticket to Mayhem” – Esta música tem um dos maiores riffs de guitarra já feitos dentro da história do Thrash Metal mundial. É simplesmente espetacular, o que torna essa simplesmente um hino! Não bastasse isso, a música é muito foda, com um refrão muito legal de se cantar (“Here a Double dose to taste: a fix of power thrashing death”), isso sem falar no solo igualmente maravilhoso. Tenho absoluta certeza que todo o guitarrista que se preze tenha tentado, pelo menos uma vez na vida, tirar essa música!

6)“Bark at the Moon” - Ozzy Osbourne / Album “Bark at the Moon” – E por falar em solos de guitarra... Estes são, com certeza, os dois solos de guitarra mais fuderosos já feitos dentro do universo metálico. Deixando de lado de que estamos falando de Ozzy, uma lenda, é Jack E Lee – guitarrista da banda na época – que rouba a cena não só com os solos, mas também com um riff de guitarra devastador e que é a marca registrada dessa música. O desafio é ouvi-la e não tocar “air guitar”...

7)“Violence and Force” - Exciter / Album “Violence and Force” – Os canadenses do Exciter nos brindaram com os seus 3 primeiros e maravilhosos álbuns e depois iniciaram um processo gradual de queda qualitativa que culminou com a saída de seu principal membro: o baterista Dan Beehler. Além do grande diferencial de ter o vocalista na pessoa do baterista, o Exciter lançava mão de um Speed Metal maravilhoso, bem representado por este que é o seu maior hino. “Violence and Force” é uma música simples (característica do estilo), porém rápida, pesada e com refrão marcante. Ao vivo então, ficava mais espetacular ainda.

8)“Agents of Steel” - Agent Steel / Album “Skeptics Apocalypse” – Ainda no campo do Speed Metal, o Agent Steel mostrava nesta faixa aquele que, para mim, é o maior agudo já dado dentro do Metal. Vai gritar assim no cecete!!!! É simplesmente muito foda o que o vocalista John Cyriis faz, cantando nas alturas o refrão dessa faixa (inclusive ao vivo), que também conta com bases de guitarra maravilhosas, bateria velocíssima (para os padrões do estilo, nada de Blast Beats!). M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!

9)“Pentagram” - Possessed / Album “Seven Churches” – Apesar deste 1º album do Possessed ser maravilhoso de ponta a ponta, sempre me amarrei nesta faixa. “Pentagram” começa com uma tradicional (na época) introdução com vozes demoníacas, para depois cair numa faixa perfeita para bater cabeça, com um ritmo cadenciado, capitaneado pelos vocais aterradores de Jeff Becerra. Death Metal!

10)“Living in Fear” - Kreator / Album “Endless Pain” – Músicas que se iniciam com um berro existem aos montes dentro do Metal, mas nenhuma tem um tão bem encaixado quanto esta aqui. Lançada pelo Kreator na época em que o batera Ventor ainda dividia (e, na minha opinião, se saía muito bem) os vocais com o guitarrista Mille Petrozza, “Living in Fear” é uma pedrada, não só pelos vocais, mas o ritmo desesperado, bem adequado ao título. Pena que Ventor, após o 3º álbum da banda, ficou apenas nas baquetas: mas o clássico ficou registrado!

Por enquanto, é isso. Em breve posto a parte 2!

domingo, 21 de março de 2010

Vídeo: Dark Angel "Merciless Death" (Live)

Simplesmente uma aula de Thrash Metal: Dark Angel ao vivo no lendário Hammersmith Odeon em 1989, tocando a espetacular "Merciless Death". Sem comentários, fudido demais!!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Upcoming: MUSICA DIABLO


Banda nova na praça: MUSICA DIABLO. Formada por nada mais, nada menos do que Derrick Green (vocalista do Sepultura) juntamente com os músicos André L.A. (Guitarra - NITROMINDS), Ricardo Brigas (Baixo), André Germani Curci (Guitarra - KORZUS, THREAT) e Edu Nicollini (Bateria - NITROMINDS), a banda segue uma linha Thrash bem porrada, onde os vocais de Derrick se encaixaram muito bem, bem melhor aliás, do que no Sepultura. A banda passou o mês de Janeiro gravando o seu debut que deverá ter onze faixas. Para conhecer o som dos caras acesse o Myspace da banda: www.myspace.com/musicadiablo

Com base no que já ouvi, os caras prometem, uma vez que tem um trabalho pesado, rápido e bem feito. Com certeza vai atrair a atenção dos fãs do Sepultura, que vão encontrar aqui um Metal muito melhor do que é feito no Sepultura atualmente. Para ser sincero, quero é mais que os caras façam muito sucesso, a ponto do Derrick ter de sair do Sepultura (não que a culpa seja dele, o cara é esforçado – O Sepultura é o lixo que é hoje por culpa do Andreas), quem sabe forçando até com uma volta da banda original... Apesar do que, com o Soulfly cada vez mais porrada e longe dos Berimbais e com o Cavalera Conspiracy tendo sido um sucessso, que vai precisar de um comeback do Sepultura?

Ouça o Musica Diablo e me digam se não estou certo!

Resenha: Slayer "World Painted Blood"



Esta resenha era mais do que necessária, afinal, estamos falando do novo album do maior nome do Thrash mundial. E,por conta dessa condição, fica até difícil ser imparcial, basicamente por 2 motivos: primeiro, por que sou fã; segundo, porque qualquer banda que atinge o status de representatividade dentro de um estilo em específico ou do Heavy Metal de um modo em geral, como o Slayer conseguiu, tem atrás de si uma legado que é impossível de ser esquecido e de não ser um parâmetro no momento de se avaliar algo novo. Com isso, qualquer novo lançamento, por melhor que seja, já sai em desvantagem com relação ao que foi feito no passado, ou melhor dizendo, frente aos “clássicos”.

Entretanto, muitas bandas das antigas têm conseguido quebrar esta barreira, com lançamentos que mantem a qualidade do passado sem soarem como meras cópias. E o Slayer não é exceção, indo até além: a regularidade que a banda alcançou nestes anos todos é impressionante, mesmo com dois discos um tanto quanto experimentais no meio do caminho (“Diabolus In Musica” de 1998 e “God Hates Us All” de 2001), onde a banda se aproximou de um estilo mais “americanizado” de tocar Metal, mas sem que isso representasse um deslize da mesma proporção dos “Loads” do Metallica, por exemplo.

Outra coisa que ficou clara é que, mesmo com Paul Bostaph sendo um baterista espetacular, a volta de Dave Lombardo às baquetas do Slayer trouxe um novo ânimo a banda e uma volta as origens, com o som do grupo novamente tendendo ao que foi feito no animalesco e clássico “Reign In Blood”(1986) , um dos maiores discos de Thrash já lançados. Com isso, o sucessor de “Christh Illusion” (de 2006 - o primeiro depois do retorno de Lombardo), tinha de tudo para ser ainda melhor, uma vez que um natural entrosamento maior já era o esperado face a extensa turne que o álbum teve, de quase 3 anos.

Com isso, só posso dizer uma coisa: “World Painted Blood” já é um dos melhores discos de Thrash do ano, superando (na minha opinião), os novos de Metallica e Megadeth, ainda que sejam muito bons. Acontece que o Slayer conseguiu se superar e criar algo brutal e sem muitas invencionices (ainda que Hanneman e King venham inserindo algumas bases e riffs meio loucos desde o álbum anterior, mas nada que desvirtue o som da banda). O disco é extremamente porrada, com várias músicas rápidas, na melhor tradição do grupo. Na há destaques individuais na banda, uma vez que todos cumpriram muito bem o seu papel e construíram um disco matador. Com relação as musicas, todas são boas, mas em algumas será impossível não apertar o “repeat” no CD Player: “World Painted Blood”, Hate Worldwide”, “Not Of This God” e “Psychopathy Red” agradarão a quem gosta de velocidade, bem no estilo da banda. Como destaque particular, “Human Strain” simplesmente se mostra uma das melhores do disco, com ritmo cadenciado muito bem encaixado com os vocais de Araya, perfeita para o headbanging! Como único senão do disco, a faixa “Playing With Dolls”, uma vez a banda abriu mão de uma letra meio apelativa e forçada, além de um ritmo meio arrastado sem muito brilho. Entranto, essa única faixa não tira o brilho do restante do disco, que pode ser resumido numa única palavra: espetacular! SLAYER RULES!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Another Slayer Interview

There´s no a special reason for this post, except for the fact that is about... SSSLLLAAAYYYEEEERRRR

sábado, 16 de janeiro de 2010

Novo DVD Exodus


Os americanos do Exodus estão lançando este mês o DVD "Shovel Headed Tour Machine: Live At Wacken & Other Assorted Atrocities", contendo 3 discos com o material ao vivo da banda no Wacken de 2008 (2 DVD´s e 1 CD) além de 3 horas de documentário sobre os últimos 5 anos da banda, somado a clipes, raridades, fotos e tudo mais. Imperdível!

Disc 1: Concert DVD / Disc 2: Concert CD

01. Bonded By Blood
02. Iconoclasm
03. Funeral Hymn
04. A Lesson In Violence
05. Children Of A Worthless God
06. Piranha
07. Deathamphetamine
08. Blacklist
09. War Is My Shepherd
10. Strike Of The Beast
11. Shovel Headed Kill Machine

Total running time: 68 minutes

Disc 3: Documentary DVD

Total running time: 188 minutes


Entrevista - Mick Thomson (Slipknot)

Vídeo da entrevista do guitarrista Mick Thomsom do Slipknot durante a NAMM (National Associaton of Music Merchants), no Anahaim Convention Center/CA, onde efetuou uma sessão de autógrafos. O detalhe não é somente a conversa em si, mas o visual que essa mascara que ele usa provoca: o cara parece um monstro (até mesmo por conta do seu tamanho)! Impossível não lembrar de sujeitos agradáveis como Jason Vorhees ou Mike Miers...

On The Road




Aquiles Priester - Novo DVD


Aquiles Priester nunca foi um dos meus bateristas preferidos, pois sempre me pareceu um (bom) músico, só que mais voltado para músicas rápidas, com ênfase nos pedais duplos. Como conheci-o apenas quando da sua entrada no Angra, acabei ficando com a sensação de que o Ricardo Confessori era um batera mais técnico e diversificado, por conta do excelente trabalho dele na banda até sua saída (juntamente com Andre Matos e o Luis Mariutti), após o album "Fireworks" (1998). A partir da entrada de Aquiles, o Angra ficou com uma cara muito mais acentuada de "banda de Metal Melódico", cheia de músicas com pedal duplo, o que é a cara e o maior clichê desse estilo. Tudo bem que a banda até se arriscou num estilo quase prog no album "Temple of Shadows" (2004), colocando um som extremamente complexo com grande atuação de Aquiles, mas isso não foi suficiente para que eu viesse a enxergá-lo com outros olhos. Passado o tempo, Aquiles saiu do Angra e passou a dar prioridade ao Hangar (que na minha opinião mantem a linha do Angra, com ínfimas diferenças) e vem lançando albuns de qualidade.

Acontece que, ao me deparar com o seu novo DVD, "The Infallibe Reason of my Freak Drumming", vi um baterista que é simplesmente espetacular, com uma perfeita noção do instrumento e dos sons que ele pode proporcionar. Mais que isso, Aquiles mostra que não é apenas pedais duplos o tempo todo, provando que eu estava completamente equivocado. Sorte a nossa, que depois de Igor Cavalera haver dominado o título de melhor batera do Brasil por muito tempo (mas sacrificando isso em prol do som simplório e pobre do Sepultura nos últimos anos), tem na figura de Aquiles um substituto a altura.

domingo, 27 de setembro de 2009

Torture Squad "Living for the Kill"


Aproveitando o lançamento do novo clip do Torture Squad, "Living for the Kill", faixa do novo album "Hellbound", reforço minha colocação de que o Metal nacional é sim muito promissor e tão foda quando o cenário internacional. Aliás, ese disco é sensacional e vale muito a pena tê-lo na sua coleção. Não é a toa que os caras venceram o Wacken Metal em Battle em 2007, tocaram no festival em 2008 e já estão em turnes e mais turnes lá fora. Voltando a clipe, ficou muito legal e mostra a banda tocando, do jeito que vídeo deste estilo devem ser: direto e sem firulas! A faixa é muito boa e é aquela mistura espetacular de Death com Thrash que a banda sempre soube fazer muito bem. Living for the Kill!!!!

sábado, 26 de setembro de 2009

Onde Estão os Heróis do Metal Nacional?

Acredito que qualquer um, pelo menos uma vez na vida, já se perguntou a razão da imprensa veicular algumas coisas da maneira que faz. Para me fazer entender, basta pensar em algo que é tido como um sucesso enorme, quando na realidade você não conhece ninguém que goste daquilo, ou então alguma história que, por alguma razão, você sabe que foi totalmente o inverso do que foi noticiado e etc. Toquei neste assunto porque mesmo no Metal isso acontece. Entendam, não estou desmerecendo a imprensa em nenhum âmbito, mas me parece que, ás vezes, a vontade de fazer acontecer é maior do que a vontade de informar a realidade, pelo menos com a imprensa especializada em Heavy Metal aqui no Brasil.

Sepultura e Angra, dois medalhões do Metal nacional, vem, já há algum tempo, fazendo uma turnê em conjunto pelo país. Até aí tudo bem, o problema é a visão que a mídia passa sobre o momento de ambas as bandas, que ao meu ver não é tão positivo como dizem. Começando pelo Sepultura, o caso mais crítico dos dois: certa vez escrevi para a revista Roadie Crew e tive meu e-mail publicado (só não me lembro o número), onde falei sobre a banda e o disco lançado na época – se não me engano o “Nation” – e questionei sobre o medo da imprensa em dizer que a banda estava uma merda. Como resposta, tive o argumento da banda estar se reestruturando e ainda mantendo, mesmo num estilo diferente, a chama do Sepultura acesa, mesmo sem Max Cavalera. Até hoje não me dei por satisfeito, e me lembro sempre disso ao ver as matérias que se seguiram aos discos seguintes, na minha opinião ruins de doer. E olha que comprei alguns e tentei ouvi-los por diversas vezes (aquele “Against” é inominável de ruim), mas acabei por me desfazer deles simplesmente por serem fraquíssimos. Deixando minha opinião de lado, é notório que a banda perdeu muito com a saída de Max, mudou o estilo, contratou um novo vocal e pior, ficou com apenas uma guitarra. O Thrash de outrora deu lugar a um som simplório, quase Hardcore, mas sem nenhuma inspiração. Os riffs maravilhosos do passado sumiram, com Andreas Kisser fazendo apenas bases pobres e solos idem. Ao vivo, era óbvia a perda em presença de palco e carisma, mesmo com um esforçado Derrick Green a frente. Entretanto, me cansei de ver matérias dizendo que a banda estava arrasadora e que mantinha o pique ao vivo mesmo na nova fase. Só um detalhe passou desapercebido: as turnês internacionais diminuíram em muito (para se ter uma idéia, o Sepultura nunca tocou num Wacken, por exemplo), vendas de discos idem, ao passo que Max e seu Soulfly se tornaram gigantes nos EUA e Europa. Recentemente, Max conseguiu uma repercussão ainda maior ao fazer os dois últimos álbuns do Soulfly na linha do Sepultura tradicional, abandonando os experimentalismos da fase Roots, absoluta nos primeiros discos. Além disso, o projeto Cavalera Conspiracy, ao lado irmão Igor, só fez reforçar o que todo mundo sabe, mas nem todo mundo diz: os dois irmãos eram a força motriz que movia o Sepultura, e que o fez ser grande como foi no passado.

No caso do Angra, a situação é levemente diferente, mas com o mesmo tema central: mudanças na formação. A saída de André matos, Luis Mariuti e Ricardo Confessori deu lugar a novos membros: o (sensacional) baterista Aquiles Priester, o baixista Felipe Andreoli e o (duvidável) vocalista Edu Falaschi. Após a mudança, foi lançado o sensacional (sim, o disco é muito foda) “Rebirth”, onda a banda conseguiu uma ressurreição gloriosa após os problemas internos. Ao contrário do Sepultura, não mudou seu estilo, mantendo-se no tradicional melódico, mostrando certa evolução até. O grande problema que viria a surgir – e que não era perceptível em estúdio – era o desempenho do vocalista Edu Falaschi. Com um timbre de voz não tão agudo e poderoso como seu antecessor André Matos, Edu foi gradativamente tendo seu desempenho ao vivo questionado pelos fãs (basta dar uma checada nos inúmeros vídeos disponíveis no YouTube mostrando as escorregadas fenomenais dadas por ele). Para alimentar a polêmica, a desculpa do vocalista foi um período adoentado na turnê do álbum “Temple of Shadows” (se não me engano), e daí sua queda de desempenho. O problema é que o tempo passo e a coisa continua, mas a imprensa persiste em rasgar elogios ao nosso amigo, na maior cara dura. O ápice da coisa todo se deu recentemente no programa “Altas Horas”, na Rede Globo, onde Angra e Sepultura tocaram juntos tocaram uma música do Led Zeppelin (“Immigrant Song”): é constrangedor ver Edu Falaschi fazendo os gritos de Robert Plant. Se não acredita, veja o vídeo aqui.

Resumindo a história toda, é fato que o Brasil anda carente de grandes nomes após a fase de explosão do Sepultura e seu fim em 1997. Desde então, nenhuma banda conseguiu tanta repercussão e mais, influência no cenário mundial. Ainda que o Angra na fase de André Matos também tenha se tornado gigante lá fora – leia-se Europa, pois o melódico não tem tanta penetração nos EUA – tinha o revés de navegar numa cena infestada de bandas do mesmo estilo, ao passo que o Sepultura conseguiu inovar e ser tornar referência. Além dessas duas bandas, talvez somente o Sarcófago tenha conseguido este resultado, apesar de não haver feito turnês internacionais na mesma medida, estando mais num patamar de banda “cult”. Entretanto, é reverenciado até hoje na cena extrema mundial. Atualmente, apenas o Krisiun segue firme numa carreira internacional bem sucedida. Apesar do inegável talentos deles, a verdade é que nada os diferencia da infindável quantidade de bandas de extreme Death Metal no mundo.

Talvez essas sejam as razões para a imprensa se apegar tanto ao passado, em detrimento do presente. Admitir que Sepultura e Angra já não são mais o que foram antes seria admitir que a cena Brasileira já não é tão promissora. Na minha opinião, nossa cena é sim promissora, mas a verdade é que as facilidades tecnológicas de hoje permitem que qualquer um grave sozinho um CD inteiro, o que gera o paradoxo “quantidade x qualidade”. Desse modo, podemos observar hoje uma oferta de bandas como nunca vimos antes. É até difícil ficar em dia com tudo que sai a cada dia. Se destacar nesse cenário é difícil, pois todos dispõem, proporcionalmente, dos mesmos recursos e chances. O diferencial, mais do que nunca, se volta para o talento e novidade (isso ainda é possível?), coisa que muitos Angras e Sepulturas da vida não têm mais. Só falta a mídia reconhecer isso.